18/04/2021

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Professora de RO é destaque em premiação.

Professora de RO é destaque em premiação nacional ao usar história dos três porquinhos e identificar vulnerabilidade social

Professora de Ariquemes é destaque em premiação nacional com história dos três porquinhos  — Foto: Reprodução/Rede Amazônica

Esse foi o desabafo da professora Drielly Santos de Souza, do Centro Municipal de Educação Infantil Madre Teresa de Calcutá, em Ariquemes (RO). Ela é uma das professoras que foi destaque do Brasil no Prêmio “Educação Infantil Boas Práticas de Professores Durante a Pandemia”.

A educadora utilizou a história dos três porquinhos, adaptada ao contexto da Covid-19, para explicar para as crianças o momento atual.

“Nessa adaptação, eu quis utilizar o lobo interpretando o coronavírus e as casas das crianças [para ensinar que], independente se eram grandes ou pequenas, de madeira ou tijolos, ali era o melhor para elas estarem”, explicou a professora Drielly.

De acordo com a professora, a rotina das famílias também mudou. Pais e filhos precisaram tirar mais tempo para as atividades escolares e foi assim, que Drielly descobriu que diversas famílias estavam em vulnerabilidade social.

A ideia era que cada criança gravasse um vídeo mostrado como era a casa deles e com as imagens, “alguns pais me procuraram no privado dizendo: “Olha, eu quero ajudar essa criança, como que a gente pode fazer, vamos fazer algo anônimo professora”, conta Drielly.

A venezuelana Maria Jose, que está no Brasil a cerca de dois anos, é mãe do Angel Mathias, de 4 anos. Ela conta que passava dificuldades com os filhos e com o marido, já que ele estava desempregado e a família tinha pouco alimento em casa.

“O Angel pegou material da escola, pois não tinha recurso para comprar. Pegamos cesta básica e hoje está melhor”, conta Maria.

A educação se transformou em solidariedade e o reencontro com a professora levou amor e cuidado à família de Maria.

“A gente sente como uma família. Eles cuidam do nosso filho como se fosse filho deles”, disse a mãe do Angel.

Emocionada, a professora Drielly conta: “A gente quando faz um trabalho e não imagina a magnitude que é ser professor. Como ela falou, a gente acaba acolhendo como sendo da família.”