07/03/2021

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Auxílio emergencial, pode ter causado rombo de até R$ 20 milhões para os cofres públicos

PF cumpriu mais de 70 mandados de busca nesta quarta-feira (18) em 39 cidades de MG e nos Estados da Bahia, Tocantins e Paraíba.

Polícia Federal cumpriu 66 mandados de busca em 50 alvos localizados em Minas

A Polícia Federal estima um rombo de até R$ 20 milhões aos cofres públicos causado por quadrilhas que fraudaram o recebimento do auxílio emergencial em Minas Gerais e outros três Estados. A Operação Terceira Parcela cumpriu 73 mandados de busca e apreensão, dos quais 66 foram em Minas Gerais, onde os trabalhos da terceira fase da operação foram concentrados.

Documentos e equipamentos foram apreendidos nas casas de 50 alvos monitorados pela Polícia Federal. De acordo com os delegados, para identificar irregularidades, foram criadas estratégias com a ajuda de vários órgãos, como a Caixa econômica Federal, Receita Federal, Tribunal de Contas da União, dentre outros.

De acordo com o delegado da PF Adriano de Freitas, as investigações começavam assim que um cidadão, com direito ao benefício, identificava alguma irregularidade e procurava o banco para contestar os valores não recebidos. Nesta etapa, o objetivo era alcançar os suspeitos de desviar os recursos para o pagamento de contas como água, luz e telefone.

— Nessa operação de hoje, focamos em pagamento de luz, água e telefone com a utilização de valores dessas fraudes. Cabe distinguir aquele cidadão que vai lá, achando que tem o direito, e recebe indevidamente. Nesse caso foi identificado a fraude pela Caixa Econômica Federal. As investigações vão continuar para identificarmos essas organizações e outros tipos de fraudes.

A Polícia Federal afirma que, com o trabalho preventivo, conseguiu impedir um prejuízo maior, de cerca de R$ 6 bilhões. Ainda segundo as investigações, o valor recebido indevidamente era usado para abrir empresas e também para financiar organizações criminosas.

Os envolvidos podem responder por vários crimes como fraude, falsidade ideológica e organização criminosa. Nesta terceira etapa também foram registradas buscas na Bahia, em Tocantins e na Paraíba.