Eleições em Jaru sinalizam equilíbrio, deputado contesta taxas do Detran, transporte coletivo é problema na capital e em Candeias

Jaru – A decisão do comunicador de TV, Sebastião Santana, de Jaru, proprietário da emissora que retransmite a programação da Rede TV! e tem programas próprios, em colocar-se como pré-candidato a prefeito nas eleições de outubro próximo “esquentou” a política local. Santana é “brigão” e há anos é um aguerrido profissional de TV, daqueles que “não leva desaforo para casa” e por onde passou foi –e continua sendo– um ferrenho defensor das causas sociais: Ariquemes, Cacoal e Ji-Paraná.

Prefeitura – O atual prefeito, João Gonçalves Júnior (PSDB) deverá disputar a reeleição. É um estreante na política e certamente buscará mais um mandato. O grupo que sempre manteve predominância política na cidade, dos irmãos e ex-deputados João da Muleta e Amauri da Muleta, certamente estará na disputa. A esposa de João, Cássia Muleta (Podemos) é deputada estadual e cumpre o primeiro mandato, mas não deverá concorrer à prefeitura.

Disputa – A família dos Muletas deverá lançar o ex-deputado Amauri, que também já foi deputado federal e secretário de Estado na disputa pela prefeitura e, caso isso se confirme, já teremos pelo menos três nomes fortes na disputa da prefeitura. Com a decisão de Santana em lançar sua pré-candidatura e, caso João Júnior opte pela reeleição e os Muletas decidam por Amauri, teremos uma disputa acirrada pela prefeitura. João Júnior tem como bandeira de campanha sua administração; Amauri com o histórico da família em defesa do município e assistência ao povo na área de saúde, e Santana como a opção mais populista e voltada par ao social. Como em Jaru não tem segundo turno, numa campanha política cada voto representa muito para cada candidato.

Detran – Há tempos há uma pressão muito grande sobre o Detran-RO acusado de cobrar taxas de serviços com valores abusivos. O deputado estadual Adelino Follador (DEM-Ariquemes) está cobrando do governo do Estado uma redução nos valores. Segundo Follador, o IPVA e outras taxas cobradas pelo Detran estão entre as mais elevadas do país e acumulando aumento nos últimos anos superior a 20%. Certamente a partir de fevereiro próximo com o fim do recesso legislativo o problema seja explorado na tribuna da Assembleia Legislativa (Ale).

Protesto – Durante aproximadamente uma hora moradores de Candeias do Jamari fecharam a BR 364, de forma pacífica e organizada protestando contra a paralisação do transporte coletivo de passageiros na cidade. A empresa que prestava serviços na ligação com Porto Velho, distante cerca de 20 km parou, parou, porque os funcionários, alegando falta de pagamento de salários e outros compromissos deixaram de trabalhar. Como a maioria dos moradores da cidade trabalha em Porto Velho, a situação ficou insustentável, pois não há perspectiva que o serviço seja retomado em breve.

Respigo

Enquanto isso o transporte coletivo de passageiros em Porto Velho continua a cada dia pior. Com o recesso escolar a frota do Consórcio SIM (sic), que é insignificante e fora da realidade da capital foi reduzida em 35% +++ Se o serviço já era ruim no período escolar, agora piorou. As pessoas ficam mais de uma hora esperando por um coletivo, que, devido o sucateamento nem sempre consegue cumprir a rota +++ Depender do transporte coletivo público em Porto Velho é uma aventura. E a licitação aberta no início do mês para contratação dos serviços continua sem uma notificação pública da realidade +++ Segundo dados da Associação das Concessionárias de Serviços Públicos de Água e Esgoto (Abcon) e o sindicato da categoria (Sindcon) somente 4 dos 52 municípios de Rondônia são executados pela iniciativa privada na área de saneamento básico. Dados de 2017 indicam que 78,1 da população dessas cidades é atendida com água tratada e encanada +++ Já no saneamento o índice é pífio, preocupante e desastroso: 0,8% +++ Como foi aprovado pelos deputados federais o Novo Marco Legal do Saneamento liberando parcerias entre as cidades a situação poderá ser amenizada. O governo do Estado e Associação Rondoniense dos Municípios-Arom devem convocar os prefeitos e promover um mutirão priorizando o saneamento básico, um sério problema das cidades, inclusive Porto Velho, que tem menos de 2% de rede de esgoto tendo como “estação de tratamento” o rio Madeira.

Por Waldir Costa / Rondônia Dinâmica

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